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Poemas de Oscar Portela

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Oscar Portela: Paixão e hermenêutica...4

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    oski2 escribió hace 2 años
     
    #1 Poemas de Oscar Portela
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  • #31 Oscar Portela: Paixao E Hermenéutica Por María Estela Guedes

    Oscar Portela: Paixão e hermenêutica




    Maria Estela Guedes

    EU


    Eu, cujo amor era fogo e cilício
    para a alma e o corpo do amado.

    Eu, cuja boca aberta como fanal
    ao éter do qual os deuses derramavam o néctar
    que depositava cantos nos meus lábios.

    Eu, que dei harmonia aos astros
    e o verbo a todo o vivente, como o pólen
    dá nascimento ao fogo das palavras
    sagradas; eu, que fiz da minha audácia
    a escada que conduz ao empíreo
    e pretendi louvar com a esperança
    a prometeica vida dos mortais.

    Vêde-me agora convertido em Titã
    destroçado pelas forças
    e pelo exército dos dias,
    eu, que agora devo renunciar,
    e que já renunciei à graça
    da paixão,
    farrapo e burla dos deuses,
    só e abandonado,
    Ulisses sem retorno,
    olvidado de Ítaca,
    ainda sofrendo os vexames do coração
    que intenta o canto
    e da amizade que intenta reconciliar
    com o caminho


    Oscar Portela, in "Claroscuro"
    Tradução de Estela Guedes

    Oscar Portela é um poeta bem conhecido e reconhecido no seu país, a Argentina, e fora dela, no TriploV, por exemplo, é uma voz desperta e que nos desperta com a sua apaixonada insistência.

    O tom em que canta este Orfeu sul-americano é agudo, a voz posiciona-se alto, talvez porque a temática se abeira perigosamente do precipício, e esta tensão para o épico equilibra uma vocação lírica, ostensivamente firmada no Eu ("Yo" é o poema de abertura de "Claroscuro", traduzido por mim como exercício exegético inicial), um Eu demasiado frágil para o peso divino que transporta.

    Com efeito, Oscar Portela tem a audácia dos grandes aedos que se erguem do canto auto-equiparados aos deuses, a Deus, o Criador. Nós, poetas, criadores, à imagem e semelhança de. Se nós não criássemos cultura, metade do planeta que ainda trabalha estaria no desemprego, por falta de livros para traduzir e comentar, por falta de turismo que vos levasse às Portas de Tebas, por falta de cursos de Literatura para ministrar nas Universidades, por falta de nomes para pôr em chapa nas ruas e monumentos e edifícios públicos, por falta de concursos na televisão em que se pergunta em que data publicou Oscar Portela o seu terceiro livro, por falta de candidatos aos prémios literários que assim não existiriam, e mesmo por falta de candidatos às presidenciais - temos um poeta, Manuel Alegre, nas eleições a Presidente da República, no próximo dia 22 de Janeiro - e creio que não valerá a pena alongar-me mais nos exemplos de como os poetas são precisos, apesar de ignorados, em todos os estratos e áreas do conhecimento e da vida dos cidadãos.

    Em "Claroscuro", livro em que se cruzam tendências antagónicas, de amor e ódio à res publica, de resto o poeta, em ensaios publicados no TriploV, manifesta a sua convicção em que o regime político configurado no conceito "República" está esgotado, já não é capaz de garantir a solução de problemas, pelo menos na Argentina, neste livro, dizia, Oscar Portela traduz com grande audácia e soberania as tensões sempre presentes entre o artista e o regime, entre o poeta e a polis, ou entre o que é desejo permanente de mudança e aquilo que exerce continuada força para se manter estável. Noutra acepção, esse braço de ferro entre o salto no abismo e a vontade de sobrevivência é sempre jogado no interior de cada um de nós. O uso em absoluto livre da liberdade, e a redundância está aí por ser precisa, seria estúpido. Somos livres para nos suicidar, eis um caso exemplar de uso absolutamente livre da liberdade, numa situação com significado individual, social e religioso. Sim, mas nada de mais inútil do que um poeta morto.

    Estes problemas e outros subjazem à construção dos poemas, ou pelo menos àquela construção do poema que não depende do criador, sim do intérprete. Os textos não existem como seres dotados de sentidos, a menos que sejam lidos, e qualquer leitura é uma construção, um outro texto. Realmente nem é necessário que existam textos escritos e consignados como alta ou baixa literatura, para que a hermenêutica se exerça. Muitos vivem dentro das suas fantasias sem saberem que as têm, a sua mente está em permanência ocupada em interpretar sinais, palavras e acontecimentos. Coisas diárias, comezinhas, como perguntar o filho à mãe onde pôs a braseira, e a mãe:

    - Mas não disseste que compraste um aquecedor a gás e que vai chegar daqui a nada? Onde é que já se viu ter braseira e aquecedor a gás na mesma sala? É que já nem falo da despesa e do trabalho, falo da saúde, e isto se não pegares fogo às cortinas ou se não morreres com falta de ar!

    Esta tirada equivale a toda uma ficção, gerada por um espírito estruturalmente hermenêutico, habituado a interpretar, a construir textos ficcionais a partir de pequenos indícios.

    Terrível é quando o poeta é mau oráculo, não sabe ler as sondagens, não consegue interpretar as estatísticas, nem os símbolos, nem as palavras mais banais ou mais preciosas, como aquela mãe de mente muito criadora, mas que falha com estrondo os vaticínios:

    - Ó mãe - impacienta-se o rapaz - eu só perguntei onde pôs a braseira porque queria saber o que fez às cinzas...

    Uma vez que o Eu de "Claroscuro" é um "Yo" órfico, divino, uma das presenças dos poemas é a hermenêutica, em várias facetas, desde a interpretação dos textos sagrados até às artes divinatórias. Neste campo, um aspecto me merece comentário, o de realmente se tratar de poemas órficos, isto é, de a bagagem mágica e simbólica de Oscar Portela não ser - visivelmente - a guarani nem a de outros povos índios da América do Sul, sim a greco-latina, a dos povos antigos do Mediterrâneo. Não se nota - eu não noto - nenhuma argentinidade (se tal existe) no poeta, o que há de argentino nele é dado em primeiro lugar pelo facto de ele ter nascido na Argentina e por isso falar castelhano. Em consequência, é um poeta europeu. Ou é um poeta global, já que a globalização, em termos de cultura, é de élites, visto que só as élites têm acesso à cultura internacional e apetência por ela.

    Em Vigo, no mês passado, um grupo de portugueses - escritores e pintores - fomos ao MARCO, Museu de Arte Contemporânea, ver o que lá estava de mais substantivo - uma colectiva de artistas plásticos japoneses. Íamos justamente a discutir estatística sem sondagens, a fazer oráculos e hermenêutica, uns na expectativa de algo diverso, surpreendente, japónico, e outros a discorrer que iríamos encontrar o mesmo tipo de arte que praticam os europeus ou os americanos.

    O que encontrámos era belo, sem dúvida, mas paisagens com néons já o Silvestre Pestana as faz há trinta anos, fotografia já a fazemos todos desde o século XIX..., e de japónico naquela exposição só havia alguns modelos, referentes de alguns objectos: pessoas de olhos em bico, letreiros em japonês, Budas, templos fotografados...

    Bem, não vamos agora retirar japonicidade a Buda ou então não sobra nada de indígena na obra do que nós fazemos, como artistas.

    Sim, o que há de especificamente português no TriploV? Chamo a atenção de quem me leia para dois sinais na fachada, que me senti na necessidade de ali pôr, ambos dignos de mais oportuna exegese: a bandeira portuguesa e as palavras "português" e "Portugal". O que há de mais argentino no livro de Oscar Portela é o facto de ele, autor, ser argentino. Este "ser" é muito complexo, envolve hereditariedade, e por isso biologia, além das línguas e culturas. Ele é argentino ao escrever sobre o "cementerio pueblerino" onde está enterrado o seu papá, e escrever sobre esse assunto é entrar em si mesmo, na sua argentinidade. Porque Oscar Portela é visceralmente argentino, apesar das divindades todas do Hades e do Olimpo, e das dedicatórias dos poemas a Antonin Artaud e até a Estela Guedes. Ele está mortalmente apaixonado por uma Argentina adormecida, que ele deseja "despierta", porque o seu modo de ser poeta - e Oscar Portela é um grande poeta, cheio de fogo trágico e de sugestões da filosofia -, contra os desejos de Platão, é indissociável do ser político. Bruxo, tecendo oráculos sobre o destino da sua pátria, o poeta tenta ressuscitá-la com o canto.

    O lugar a onde vai buscar a sua amada é aquele a onde Orfeu desceu à procura da sua Eurídice - os Infernos.

    Maria Estela Guedes
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  • #32 Oda A Luz-bell Poema De Oscar Portela

    OdA a LUZ-BEL

    Por OscaR PortelA


    Tú fuiste su gemelo. La abierta
    Herida en su costado. Y aquel no
    Soportaba la visión de si mismo
    Reflejada en tus Ojos de clarísimo
    Mar. Como ladino amante
    Despechado te arrojó de su lado.

    Ya deyecto. Olvidado. Ya sin alas
    Con la in-saciada sed de los
    Desiertos sobre los secos labios
    Vigilado que fuiste. Oh clara
    Luz Osada. Y entregado a ti
    Mismo y al abismo sin fondo
    Fuiste el hijo de Titanes
    Y Dioses ultrajados.

    En el lejano exilio
    Decidiste abrir la pepa del
    Conocimiento y el jardín de lo
    Oculto se reveló a tus parpados.

    Más El no estaba ajeno a tus
    Designios. La libertad increada
    Que sembrara, fue su sombra
    Y su pena. La abierta herida
    Que sangraba de su seco
    Costado. El infierno de Dios
    Sobre esta tierra.

    Más tú multiplicabas tus deseos.
    Los desiertos tornaban-sé vallados.
    La mar multiplicaba peces. La tierra
    Trigo. Y el sutil tentador transfigurado
    Fue su carne en tu carne:
    “Sed a no malo” tú exclamaste.

    Ya olvidado de todo.
    ¡Ay! perseguido por la iracunda
    Saña de aquel. Tu mismo hermano.

    Y olvidado de todo fuiste reo.
    De nuevo el mundo fue tu cárcel.
    Y expurgaste inocente aquella sangre
    Con finitud y pánico.

    Ahora el mal triunfaba.
    Triunfaba Dios sobre LUZ-BEL.

    El hombre. Solo un ángel vencido.
    Derrotado por la envidia del Otro.
    De su hermano.

    OscaR PortelA
    : book:
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  • #33 Jason Momoa, el Ángel Americano, poema de Oscar Portela

    JASON MOMOA: ÁNGEL ÁMERICANO

    POEMA DE OSCAR PORTELA

    Tú me traes al mundo. Tú me pares entre rayos
    Y lluvias y ponientes cárdenos como la herida
    Del labrador. Contigo no hay sino mundo.

    No hay cifras ni arquetipos sino sueños y hogueras
    De pasión y guerras de sexo y hambre, y volcanes
    Que rugen la osadía de estar aquí y ahora.

    Tu piel tejida con auroras de soles vírgenes
    No nació del Olimpo. Tu no vienes hacia ningún
    Mortal con tridentes ni flechas sino con la mirada
    Del demonio de la lascivia pura que alza tus negras
    Cejas en arcos y hace de tu mirada, ala aguzada
    De un día anterior al primer día, y de tus labios
    El arcano del goce que se goza a si mismo.

    Contigo no hay tumbas, arqueólogos ni etnólogos,
    Sino el viento de mar de la poesía, Jason Momoa,
    Moreno Ángel Americano donde comienzan las canciones
    Del mundo: tú perteneces a la Isla de la Inocencia
    ( A la Isla llamada inocencia del devenir y el perecer)
    Y el goce y todo goce de vivir y sufrir vienen de ti, bellísimo.

    Humano solo humano, pero además luciferino.
    Tú me tienes contigo. Contigo no estoy Muerto.

    Contigo me moriré de cierto y volveré a quemarme entre
    Palmas y dátiles y monos que acunarán mis sueños
    Y quemaran mi piel como la tuya. Tu coral, tu océano,
    Tu dios primordial y fuerza, tu todo-energía, tu impulso
    Primordial, tu hacedor de palabras y de ritos más antiguos
    Que todo verbo proferido. Yo soy tu verbo, Jason.

    Yo el pagano vestido ya con plumas y hojas de avestruces
    Bailando la danza ritual que crea y que destruye,

    Yo tu súcubo, hambriento de tus labios, y aún niño
    Y antes más niño y virgen sin pasado ni melancolía
    De Arcas o Naufragios.

    Porque tu Eres el Instante y la Eternidad que fluye
    En las mareas de la sangre: Jason Momoa Angel
    Americano que tienes de Tahití brillo en tus ojos y
    Que me llevas más allá de los sueños que tejen la madera
    Del destino, a ser el niño, el apeiron sagrado que construye
    Y destruye porque tus piernas, tu cuerpo todo
    De Dios terreno y poderoso, me trae el nepente del olvido,
    Y bebo y cómo de tu cuerpo agua y trigo,
    Y soy un pez ya en aguas del preorigen.

    Oscar Portela
    Corrientes Argentina
    26 de septiembre del 2008






    Estos Son Algunos De Los Poemas Que Formaran Parte De Un Extenso Libro Mío - El 16 - Que Llevará Por Titulo " Sinfonía Barbara". Gracias Por Tener Los Poemas En El Sitio- Oscar

    Un corazón con demasiadas preguntas
    Por Juan Archibaldo Lanús
    "Golpe de Gracia" es un conjunto de poemas absolutamente Portelianos. Los leí con atención y deleite, como acostumbras nos sorprendes con resonancias que salen de un alma desgarrada, para rebrotar en el firmamento como fuegos luminosos, que pueden ser descifrados sobre la cosmogonía adonde llegue su espanto. Los abismos del Ser que busca, la consagración de una plegaria sin otro destino que las lágrimas de un naufrago, que espera encontrar la mínima orilla; los laberintos de un corazón con demasiadas preguntas.
    El tema del asilo siempre vuelve, como querencia o refugio, distinta de aquella Itaca de Odiseo, porque no se puede volver, sino "ir como se va al Paraíso". El paisaje de una naturaleza exuberante lo construyes con vientos y mediodías, junto a sueños y esperas, estableciendo una unidad entre el hombre y el mundo.

    En Poetíc Selection, y en toda tu obra existe ese ritmo jadeante y progresivo que me hizo recordar al mismo tiempo a Frost y Whitman.

    Sin tiempo como "belonging to the wind" (convirtiéndose en el viento).
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  • #34 Oscar Portela y el lector.fuente:Paso de los Libres (Ctes)

    ("Ante una calificada concurrencia, anteayer por la noche se presentó en esta ciudad el decimoquinto libro publicado por el renombrado filósofo y escritor correntino, Oscar Portela, en el salón de actos del Palacio Municipal") . Paso de los Libres - Corrientes - Argentina .

    PORTELA + PORTELA

    SE PRESENTÓ “CLAROSCURO”, UNA OBRA DE OSCAR PORTELA

    Ante una calificada concurrencia, anteayer por la noche se presentó en esta ciudad el decimoquinto libro publicado por el renombrado filósofo y escritor correntino, Oscar Portela, en el salón de actos del Palacio Municipal.


    El día anterior se hizo lo propio en la ciudad de Uruguaiana (RS-Brasil), amén de que Portela y el escritor y periodista Ángel Mántaras Márques brindaron una conferencia sobre “Políticas Culturales” el mismo miércoles en horas de la mañana, despertando el interés de los presentes, quienes a la postre formularon diversas preguntas e interactuaron con los expositores.

    La presentación de la obra estuvo a cargo de la profesora y escritora Marina Pannunzio, quien, sentada a la diestra del literato nacido en Loreto, compartió la mesa con la directora de Cultura de la Municipalidad, Mirta Bertone; el coordinador del Ciclo “Encuentro con la Palabra”, Ramón Blanco; y Mántaras Márques.

    En la oportunidad se leyeron varios poemas de Portela, quien compartió interesantes anécdotas con el público y en el epílogo del acto autografió varios ejemplares de “Claroscuro”.

    Antes de que el evento concluya, Bertone dirigió palabras elogiosas para el escritor, destacando “el orgullo que siento al estar compartiendo este momento con uno de los personajes más importantes de la literatura contemporánea.

    Y espero - agregó- que pronto vuelva a Paso de los Libres para encantarnos con su trabajo”, concluyó.

    “Constituye una gran satisfacción para nosotros contar con tan importante escritor y ver el interés que despierta su obra”, señaló la funcionaria.

    Fuente: Paso de los Libres - Corrientes - Argentina

    LOS CLAROSCUROS DE PORTELA DESDE RIO GRANDE, BRASIL Oscar Portela – En Claroscuro

    Por Ricardo Peró Job (*)

    A poesia de Oscar Portela traz o eterno questionamento dos pensadores sobre a razão de ser de nossas vidas e nossas dúvidas sobre o que ocorre após a nosso desaparecimiento. A través de metáforas e em estilo elegante, faz poesia com conteúdo incisivo, indo ao fundo de nossas almas, trazendo á tona nossos sentimentos mais secretos, medos, dores e paixões. Alucidez e a paixão se mezclam em seus poemas, numa harmonia quase inimaginável, deixando marcas profundas em seus leitores.

    Com talento e criatividade, Oscar Portela vai da luz ás trevas, do brilho da paixão à escuridãom da morte e, de forma poético-filosófica, questiona aos deuses e a própria razão de nossas existência. Sua obra traz o eterno duelo entre o viver e o morrer, criando um verdadeiro torvelinho de emoções em seus leitores. Claroescuro situa o autor entre os poucos privilegiados com o dom da verdadeira poesia.

    (*) : Jornalista e escritor

    Catedrático de Literatura de la Universidad Riograndense, Brasil
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  • #35 0scar Portela ante su público y la crítica: M. Feu

    0scar Portela ante su público y la crítica: M. Feu

    Ante una calificada concurrencia, anteayer por la noche se presentó en esta ciudad el decimoquinto libro publicado por el renombrado filósofo y escritor correntino, Oscar Portela, en el salón de actos del Palacio Municipal. MF.
    SE PRESENTÓ “CLAROSCURO”,
    UNA OBRA DE OSCAR PORTELA

    Ante una calificada concurrencia, anteayer por la noche se presentó en esta ciudad el decimoquinto libro publicado por el renombrado filósofo y escritor correntino, Oscar Portela, en el salón de actos del Palacio Municipal.

    El día anterior se hizo lo propio en la ciudad de Uruguaiana (RS-Brasil), amén de que Portela y el escritor y periodista Ángel Mántaras Márquez brindaron una conferencia sobre “Políticas Culturales” el mismo miércoles en horas de la mañana, despertando el interés de los presentes, quienes a la postre formularon diversas preguntas e interactuaron con los expositores.

    La presentación de la obra estuvo a cargo de la profesora y escritora Marina Pannunzio, quien, sentada a la diestra del literato nacido en Loreto, compartió la mesa con la directora de Cultura de la Municipalidad, Mirta Bertone; el coordinador del Ciclo “Encuentro con la Palabra”, Ramón Blanco y Mántaras Márquez.

    En la oportunidad se leyeron varios poemas de Portela, quien compartió interesantes anécdotas con el público y en el epílogo del acto autografió varios ejemplares de “Claroscuro”.

    Antes de que el evento concluya, Bertone dirigió palabras elogiosas al escritor, destacando “el orgullo que siento al estar compartiendo este momento con uno de los personajes más importantes de la literatura contemporánea acotó. Y espero que pronto vuelva a Paso de los Libres para encantarnos con su trabajo” dijo.

    “Es una gran satisfacción para nosotros contar con tan importante escritor y ver el interés que despierta su obra”, señaló la funcionaria.

    Fuente: http://www.pasodeloslibres.gov.ar

    LOS CLAROSCUROS DE PORTELA
    DESDE RIO GRANDE, BRASIL

    Oscar Portela – En Claroscuro
    Por Ricardo Peró Job (*)

    A poesia de Oscar Portela traz o eterno questionamento dos pensadores sobre a razão de ser de nossas vidas e nossas dúvidas sobre o que ocorre após a nosso desaparecimiento. A través de metáforas e em estilo elegante, faz poesia com conteúdo incisivo, indo ao fundo de nossas almas, trazendo á tona nossos sentimentos mais secretos, medos, dores e paixões. Alucidez e a paixão se mezclam em seus poemas, numa harmonia quase inimaginável, deixando marcas profundas em seus leitores.

    Com talento e criatividade, Oscar Portela vai da luz ás trevas, do brilho da paixão à escuridãom da morte e, de forma poético-filosófica, questiona aos deuses e a própria razão de nossas existência. Sua obra traz o eterno duelo entre o viver e o morrer, criando um verdadeiro torvelinho de emoções em seus leitores. Claroescuro situa o autor entre os poucos privilegiados com o dom da verdadeira poesia.

    (*) : Jornalista e escritor .

    Catedrático Riograndense



    -----Agregado el 15/10/2008 a las 02 : 44 : 53-----
    Editado por oski2 - 15.10.2008 13:44 hs. | Motivo: Mensajes unidos automáticamente
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  • #36 Re: 0scar Portela ante su público y la crítica: M. Feu

    0scar Portela ante su público y la crítica:
    M. Feu

    Ante una calificada concurrencia, anteayer por la noche se presentó en esta ciudad el decimoquinto libro publicado por el renombrado filósofo y escritor correntino, Oscar Portela, en el salón de actos del Palacio Municipal. MF.

    SE PRESENTÓ “CLAROSCURO”,
    UNA OBRA DE OSCAR PORTELA

    Ante una calificada concurrencia, anteayer por la noche se presentó en esta ciudad el decimoquinto libro publicado por el renombrado filósofo y escritor correntino, Oscar Portela, en el salón de actos del Palacio Municipal.

    El día anterior se hizo lo propio en la ciudad de Uruguaiana (RS-Brasil), amén de que Portela y el escritor y periodista Ángel Mántaras Márquez brindaron una conferencia sobre “Políticas Culturales” el mismo miércoles en horas de la mañana, despertando el interés de los presentes, quienes a la postre formularon diversas preguntas e interactuaron con los expositores.

    La presentación de la obra estuvo a cargo de la profesora y escritora Marina Pannunzio, quien, sentada a la diestra del literato nacido en Loreto, compartió la mesa con la directora de Cultura de la Municipalidad, Mirta Bertone; el coordinador del Ciclo “Encuentro con la Palabra”, Ramón Blanco y Mántaras Márquez.

    En la oportunidad se leyeron varios poemas de Portela, quien compartió interesantes anécdotas con el público y en el epílogo del acto autografió varios ejemplares de “Claroscuro”.

    Antes de que el evento concluya, Bertone dirigió palabras elogiosas al escritor, destacando “el orgullo que siento al estar compartiendo este momento con uno de los personajes más importantes de la literatura contemporánea acotó. Y espero que pronto vuelva a Paso de los Libres para encantarnos con su trabajo” dijo.

    “Es una gran satisfacción para nosotros contar con tan importante escritor y ver el interés que despierta su obra”, señaló la funcionaria.

    Fuente:
    http://www.pasodeloslibres.gov.ar

    LOS CLAROSCUROS DE PORTELA
    DESDE RIO GRANDE, BRASIL

    Oscar Portela – En Claroscuro
    Por Ricardo Peró Job (*)

    A poesia de Oscar Portela traz o eterno questionamento dos pensadores sobre a razão de ser de nossas vidas e nossas dúvidas sobre o que ocorre após a nosso desaparecimiento. A través de metáforas e em estilo elegante, faz poesia com conteúdo incisivo, indo ao fundo de nossas almas, trazendo á tona nossos sentimentos mais secretos, medos, dores e paixões. Alucidez e a paixão se mezclam em seus poemas, numa harmonia quase inimaginável, deixando marcas profundas em seus leitores.

    Com talento e criatividade, Oscar Portela vai da luz ás trevas, do brilho da paixão à escuridãom da morte e, de forma poético-filosófica, questiona aos deuses e a própria razão de nossas existência. Sua obra traz o eterno duelo entre o viver e o morrer, criando um verdadeiro torvelinho de emoções em seus leitores. Claroescuro situa o autor entre os poucos privilegiados com o dom da verdadeira poesia.

    (*) : Jornalista*/ Catedrático de Literatura Universidad Riograndense ( Brasil)
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  • #37 Un poema de Oscar Portela traducido al catalán por J. Navarr

    UN POEMA DE OSCAR PORTELA
    TRADUCIDO AL CATALAN POR JOAN NAVARRO

    L'ABANDÓ
    Poema de Oscar Portela
    a Graciela Maturo

    El cos m'abandona lentament.
    Les cremors de farga de l'estiu.

    El tortuós hivern. La recelosa cobra
    Del desig oculta al cau.
    Els colors minats per l'absència
    De la pell renovada en staccato de cada primavera.
    L'or en les arenes i el somni, el somni

    De qui entra a la presència com a un bosc de
    Símbols on tu no hi eres. No és una arca el meu cos.
    No és xalupa tan sols: sinistrat per les tempestes
    I huracans, sempre en deserts, ¿com podria

    salvar alguna cosa del que resta en la memòria d'aquell
    Ocell Blau que ahir cantava en les meues finestres?
    Ah, porta'm amb tu vers el ponent on res no
    Es pon, tramunta l'horitzó, perd-te entre els núvols

    més llunyans, albira entre les xifres on tal vegada
    Els àngels amanyaguen el silenci de Déu.
    Tornaràs a la terra? Tal vegada el pi dreçat en el turó
    T'espere com el llamp i l'amor que t'abandona ara

    O que mai no vas tenir trobe asil entre les teues branques
    Quan l'erm cedeix i als teus ulls torna el lapatxo

    A florir serenament.

    Oscar Portela
    [Tradución al catalán de Joan Navarro]


    El abandono


    a Graciela Maturo

    poema de Oscar Portela


    El cuerpo me abandona lentamente.
    Los ardores de fragua del verano.
    El tortuoso invierno. La recelosa cobra
    Del deseo oculta en madriguera.
    Los colores minados por la ausencia
    De la piel renovada en staccato de cada primavera.
    El oro en las arenas y el sueño, el sueño
    De quien entra a la presencia como a un bosque de
    Símbolos donde no estabas tú. No es un arca mi cuerpo.
    No es chalupa siquiera: siniestrado por las tormentas
    Y huracanes, siempre en desiertos, ¿como podría
    Salvar algo de lo queda en la memoria de aquel
    Pajaro Azul que ayer cantaba en mis ventanas?
    Ah, llévame contigo hacia el poniente donde nada
    Se pone, traspone el horizonte, piérdete entre las nubes
    Más lejanas, atisba entre las cifras donde tal vez
    Los ángeles arrullen el silencio de Dios.
    ¿Volverás a la tierra? Tal vez el pino enhiesto en la colina
    Te espere como el rayo y el amor que te abandona ahora
    O que nuca tuviste encuentre asilo entre sus ramas
    Cuando lo yermo cede y en tus ojos vuelve el lapacho
    A florecer serenamente.








    De Alejandro Drewes a Oscar Portela

    Oscar, hermano, me he quedado simplemente pasmado, impactado es poco decir, con la belleza y el desasimiento, el desgarramiento de este poema tuyo.

    Un dolor sereno sin embargo del ser que se asume como una mínima partícula en el eterno cambio de los eones, errante paso entre los velos de Maia y habitando ese escenario del casi tropico que se vuelve Universo todo al leerte, Poeta.


    Y no es menos que me lo hayas enviado en una lengua que me es tan cara, la de muchos de mis poetas amados en otros momentos de mi vida.


    Anclado quedo ya a la barca de estas palabras.



    Un enorme abrazo

    Alejandro Drewes


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  • #38 Embriguez del desierto por oscar portela

    oski2


    Oct 29, 2008, 1:16 AM




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    EMBRIAGUEZ DEL DESIERTO

    POEMA DE OSCAR PORTELA

    A NICOLAS LEMONS

    Embriaguez del desierto

    poema de Oscar Portela

    a Nicholas Lemons


    Carne desocultada y amanecida siempre.
    Carne refugio del áspid y la alucema.

    Carne donde despierta el sol y se posan
    Las sombras sobre el día anterior al día
    En que el desierto vio por vez primera
    Sin nostalgia ninguna rodar sobre el cilicio
    La negra sombra del insecto primero.


    Carne portadora de la carta robada.
    Carne sin destinatario ni remitos del cielo.


    Carne sin húmeros ni nombres.


    Solo cilicio dorado sobre la ardida piel y
    El escozor del sol, “la sed”, “la sed”, que se
    Exalta en la primér pulsión que conduce
    Hacia el dátil y el oasis tan solitario como
    Esta carne sin nombre y sin origen, aún sin
    Cuerpo y órganos donde posar mirada, buscar
    Refugio, ser colonia portadora de territorios
    Que pidan ser colonizados por los gérmenes
    Portadores de vida - el rayo- los elementos todos
    Que ahora vienen hacia el dominio de la nada
    Y hacen aquí su labrantío.


    ¡Oh carne, tierra sin nombre, desierto sin posada!


    Inocencia de lo que no tiene antes ni después
    Y eternamente se repite en la palabra
    Que tú pones en mí, siembras en mí, oh principio
    Generador de vida, belleza y fuerza,
    Sin otra esfera rotatoria que hacerme tuyo
    Y como el sol antes del sol y hacernos mutuamente
    Desde un principio sin principio
    Destinados al goce y la locura,
    Destrozándonos en la afirmación
    De la eterna metamorfosis de lo mismo.


    Mis cenizas serán el alimento de los cuerpos
    Que nuevas carnes roten y vida y muerte
    Serán las aleteias del instante perfecto
    Sin nostalgias de purezas profanas.


    Tu piel cubierta de cilicio y de oro, tu misma
    Piel dorada es la del dios que muere y solo indica
    El camino de la vuelta a la gracia de la inocencia
    Del devenir que fluye como fluyo desde tus brazos
    Hacia el cenit de destilada sangre.

    Y olvidado de todo en la anamnesis
    De saberme escandido hago de toda carne
    Hoja donde grabar los éxtasis de un Eterno
    Retorno pues que soy el trabajo de tus días
    Nícholas Lemons alabanza de lo que no
    Será perdido y dios humanizado por las gracias
    Que presiden los ciclos y gestaciones todas
    Del juego del azar que recomienza
    Cuando tú me devuelves el Ápeirón que estalla
    En el cincel de oro que buriló tu cuerpo
    Para hacer de mi carne un Jardín de Delicias,

    Y ver crecer un niño solar del torso en el cual
    Duerme ciego al horror de todo
    La inocencia del mundo que tú llevas contigo.

    Oscar Portela


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  • #39 Canto de dioniso, poema de oscar portela

    CANTO DE DIONISOS

    poema de Oscar Portela

    A Issa.M. Martínez Llongueras
    Y Jaime Serey

    No habrá quejido en mí, ni nostalgiosos ayees
    Resabios de pesares y “doloras”,
    Ni exhalarán mis labios melancólicas notas
    De pesares, caídas, vejaciones y llantos.

    (¡El sol, El Sol, El sol y el Mar, son mi elemento!)

    Allí gestó la Moira el laberinto y la luz
    Cobró forma en la mirada que gira sobre sí
    Sin transferir mis cantos a Hespérides ni Patmos
    Para las que no quiere mi corazón camino alguno.

    Aceptaré los dones que las Gracias
    Pusieron en mis manos sin pedirlos y
    Y cavaré el sepulcro incandescente que contendrán
    Mis versos extraídos de la celebración terrestre de la vida.

    Oscar Portela

    Corrientes Argentina





    -----Agregado el 3/11/2008 a las 02 : 03 : 30-----
    www.universoportela.com.ar, sitio con enlaces en todo el mundo de habla Hispana y el mundo a incorporado definitivamente a la iconografía de su portada a www.psicofxp.com, por su amplitud e criterio y responsabilidad y talento con el que es dirigido.

    Atte Enrique Rebull webmaster de El Universo de Oscar Portela
    -----Agregado el 3/11/2008 a las 02 : 10 : 54-----
    Un grand remerciement à Oscar PORTELA, poète et écrivain lumineux Argentin, pour m’avoir dédié ce texte si profond et si intelligent. Il y a eu le monde de Borges... il y a maintenant celui de Portela !

    Amicalement,


    Jaime SEREY

    Canadá ( en Ralm'S)




    Un gran reconocimiento a Oscar PORTELA, poeta y escritor luminoso Argentino, para haberme dedicado este texto tan profundo y tan inteligente. ¡Hay el mundo de Borges… hay ahora el de Portela!
    Cordialmente, Jaime SEREY
    desde Canada y Azularte
    publicado en RalmS: París
    por Patrick Cintas.
    Editado por oski2 - 03.11.2008 01:10 hs. | Motivo: Mensajes unidos automáticamente
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  • #40 Re: Poemas de Oscar Portela

    Mensaje virtual de Azul@rte al poeta Oscar Portela





    A quien con mucha honra y gran agradecimiento le dedico estas líneas con el más grande respeto y signos de admiración.

    Pues fuera de ser uno de nosotros, un compañero en las lides de las palabras, es un colaborador habitual del conocimiento de la existencia filosófica, cotidiana, lúdica y transcendental de la vida. El lo sabe además



    Imponerse con una inmensa comprensión en favor de nuestra poesía y de nuestras artes en general. Por hoy el poeta es un intelectual que incluye y mantiene como un primer camino la sabiduría concreta y recóndita de la verdad del alma. En el podemos divisar la verdadera trayectoria del hombre que sufre y ha sufrido a través del cambio contemporáneo, la batalla de la sociedad y la elite actual.

    Hoy en este universo difícil, intratable, de violentos actos su potente voz defiende y desciende como una cascada de palabras accesibles proliferando un despertar en la inteligencia de Hispanoamérica.


    Quien nació escritor o lírico no solo fue por fortuna si no por la gracia de la naturaleza y la tinta, que le ayudo siempre ha pensar, formar y mejorar el mundo, en que vivimos.



    Amigo de Corrientes un abrazo fraternal desde Canadá.



    Jaime Serey




    -----Agregado el 8/11/2008 a las 06 : 33 : 41-----
    Respuesta: Canto De Dioniso, Poema De Oscar Portela
    Gracías Jaime querido: tengo la certidumbre que las horas más difíciles para mí aun no han llegado y que tendré que desafiar la trivialidad de un mundo que se inclina pleigrosamente hacia el Caos. Oscar Portela
    Editado por oski2 - 08.11.2008 05:33 hs. | Motivo: Mensajes unidos automáticamente
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